Sofre-se por falhar na vida, por perder alguém, por decepcionar-se com algo que lhe tomou tempo... Mas sofrer por formatura? Choquei-me ao ver o quão sério meus (ex) colegas levaram esse negócio de "abandonar" a turma e partir para (esperamos) uma melhor. Ensino médio para mim foi sinônimo de brigas e stress. Foi sinônimo de muita canseira com provas - de escola e de vestibular - e trabalhos, muita pressão e convívio com pessoas que, na maioria das vezes, só nos causam desgosto. Claro que também houveram (raros) momentos engraçados, mas poucos se colocados na balança contra o resto do ano.
Passei o ano inteiro falando e repito: chorar por formatura é a última. Tudo bem que alguns dos colegas são sim meus amigos, mas o ambiente escolar é tão desagradável que, pelo menos para mim, é motivo para comemorar que vamos passar a nos encontrar em situações mais descontraídas, como jantas e festas de amigos.
Lógico que, embora a palavra "escola" já causasse e causará ainda mais embrulhos no estômago (principalmente no domingo à noite), eu adoro de paixão o lugar onde estudei e tenho orgulho de ter tido os professores e todo o pessoal ao meu lado.
Por fim, sofrer e chorar formar-se é uma grande besteira. Formar-se significa colocar os pingos nos "I" e os pontos finais, terminando assim um belo texto, que apesar de ter sido duro redigir, estará lá para lermos e relermos sempre que sentirmos saudade. Formar-se não é abandonar este texto, mas colocá-lo na gaveta e saber que ele estará disponível para futuras consultas.
Tenho certeza que revisei bem meu texto, excluí as partes dispensáveis, e que, agora, depois de me formar, não vou sofrer, nem chorar, mas matar saudade daquilo que mantive nele. Pois afinal, escrevemos juntos esta conclusão linda que foi nossa formatura.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Ímã
Me impressiono com a minha capacidade de chamar tudo que eu não quero pro meu lado. Sou extremamente atraente para inconveniências e situações indesejadas. Caminho paralelamente com azar, mau olhado, agouro, desgraças e tudo que se possa imaginar.
Mas é claro que estou me referindo ao meu constante estado civil: ímã de tudo, menos o que eu gostaria.
sábado, 13 de agosto de 2011
Entendendo um Estudante de ensino médio
O Estudantis di ensino médium é um animal altamente violento. A conduta correta no caso de encontro com um ser desta espécie é agir com indiferença a sua presença.
Este animal costuma ingerir substâncias alucinógenas e anfetaminas, o que acarreta no comportamento desconfiado, já que ele sempre acha que está-se falando neles.
Outra característica comportamental deste animal é a ansiedade por ofensa. Ele adora brigar fazendo uso de palavras de baixo calão e faz uso de argumentos pobres.
Já o comportamento sexual deste bicho é intenso até mesmo fora do cio. As fêmeas costumam brigar entre si por um único macho, enquanto os machos da espécie contabilizam vantagem diante dos companheiros.
domingo, 7 de agosto de 2011
Chapeletas Abraão - confecção caseira de chapeletas
A Indústria de Chapeletas Abraão - ICA - entrou hoje no mercado chapeleteiro para revolucionar. Esqueça todos os conceitos de chapeletas que você conhece. Confira agora o processo artesanal que está abalando o mercado escalador.



A empresa tem como sócios o Engenheiro Técnico em Execução de Testes e Qualidade Gustavo Netto, o Técnico em Servir Mate e Engenheiro Supervisor Dudu, a Especialista em Fotografia e Marketing Carina Silva e o Chefe Executor especializado em cortar, perfurar, polir, dobrar e dar acabamentos nos produtos Rogério Abraão. Todos profissionais são de extrema seriedade, visando a segurança de nossos clientes em primeiro lugar.
Toda a produção é supervisionada por profissionais experientes, o que torna o nosso produto diferenciado. A empresa é um grande exemplo social, tomando como exemplo o serviço público, onde somente um trabalha e os demais comentam o processo, avaliando a qualidade do serviço.
Acima apresentam-se imagens do produto fabricado pela ICA. Todas as chapeletas recebem inscrições especiais, dependendo de a qual via a mesma destina-se. Na terceira foto a chapeleta da nossa empresa está sendo comparada com as chapeletas das demais empresas que inspiraram a ICA.
sábado, 16 de julho de 2011
Ter tudo e não ter nada. Não há nada que preencha o vazio que venho sentindo. Vivo cercada de pessoas mas me sinto constantemente sozinha. Chorar baixo. Pois ninguém é capaz de entender o que sinto. Ninguém passou pela frustação que tenho passado nos últimos meses. Ouvir conselhos. Não vai mudar minha situação, não vai aumentar minha auto estima e não vai curar a dor que eu sinto. Gente nova. Não vai me ajudar, pois eu nunca terei coragem de chegar no meu objetivo. Ponho a culpa nos estudos. É stress.
domingo, 3 de julho de 2011
Uma breve história sobre uma breve alcoólatra
14 anos. Tu és aquela guria que quer ir pras festas e saber como é ficar bêbada, afinal, nos filmes e ao ver os outros parece ser a coisa mais interessante do mundo.
15 anos. Agora que já estás mais velha, tu passa a ser a menina que se entorta de misturebas etílicas nas festinhas. Passa tudo tão depressa que nem dá pra notar...
16 anos. Beber já está perdendo a graça. Os porres são sempre iguais: risadas, música, danças. Todos rindo da tua cara e te oferecendo Coca Cola.
17 anos. Paras de beber mas és a única que não mais o faz. Percebes como é difícil ser um ser humano sóbrio na sociedade contemporânea.
Queres conhecer mais gente e sair pra lugares novos. Mas com quem? Pra onde? Em todo lugar que tu vais tem bebida e gente bêbada.
Ser sóbria solita ou uma bêbada acompanhada???
domingo, 29 de maio de 2011
Protesto por astalto na R. Anchieta
O entrevero se repete toda vez que chove no trecho da Rua Anchieta entre a Av. São Francisco de Paula e a Rua Bandeirantes, passada de acesso a vários bairros. A rua foi inteiramente asfaltada desde a Av. Bento Gonçalves até a Jucelino Kubitschek, e o trecho anteriormente citado continuou no esquecimento.
O chão de areia, quando molhado, vira lodo. Quem passa caminhando ou sobre duas rodas, além de embarrar os pés, corre o risco de tomar um banho de barro. Os carros, que dividem espaço com os pedestres pois não há calçadas transitáveis, espalham o barro depositado nos inúmeros buracos, cada vez maiores com o trânsito intenso, inclusive de ônibus.
O problema vai além dos dias de chuva. Quando o chão de terra está seco, o pó toma conta da quadra e das casas, comprometendo a limpeza doméstica e a visibilidade de quem passa por ali em horários de pique, pois formam-se enormes nuvens de poeira.
Há cinco anos que moro na quadra e já ouvi promessas de vereadores e até mesmo do próprio prefeito. Notas já foram publicadas no jornal e petições já foram feitas. Quando o problema será solucionado? Continuaremos nessa longa espera por uma atitude.
sábado, 14 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Amigona
Ela sentou na cadeira dele.
Ela dormiu no sofá dele.
Ela usou o computador dele.
Ela riu com os amigos dele.
Ela comeu na mesa dele.
Ela lavou a louça dele.
Ela telefonou com o telefone dele.
Ela bebeu da geladeira dele.
Ela tomou o chimarrão dele.
Ela vomitou no banheiro dele.
Ela cagou na privada dele.
Ela andou no carro dele.
Ela perdeu a vez com ele.
Ela virou as costas para ele.
domingo, 1 de maio de 2011
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